8 de maio de 2018

Dimetilsulfóxido (DMSO)



O DMSO é um líquido higroscópio, dissolve-se em água e no álcool; solúvel em éter, clorofórmio e benzeno, com temperatura de congelamento de 18,5º C, com baixa viscosidade, tendo uma densidade idêntica à da água. A elevada capacidade higroscópica decorre da sua intensa afinidade pelo hidrogênio, formando pontes mais fortes que às formadas entre moléculas de água.

Já foram verificadas acima de trinta propriedades farmacológicas e terapêuticas do DMSOe por outro lado, desde que foi introduzido como medicamento, o DMSO tem gerado polêmica no meio científico, dividindo opiniões, uma vez que a sua avaliação exata torna-se extremamente difícil pelas inúmeras e complexas variáveis envolvidas.

DMSO apresenta as propriedades de penetração, difusão, ação carreadora e potencializadora: a particular habilidade em transpor a pele íntegra, difundindo-se em todos os tecidos e fluídos orgânicos faz do DMSO uma arma poderosa, freqüentemente útil no tratamento de lesões localizadas em tecidos. O DMSO foi novamente classificado pelo FDA como IND (Nova Droga em Investigação), o que significa que a aprovação da FDA deve ser obtida para uso em humanos e animais.

O DMSO, está sendo atualmente utilizado como veículo para preparações tópicas, já que se verificou ser um excelente transportador para muitos fármacos, mesmo quando aplicado na pele intacta, aumenta a penetração cutânea e a absorção, permitindo preparar medicamentos que se mostram ativos para certas condições dermatológicas, em que as formas clássicas de tratamento foram ineficazes. Existem estudos comprovando a estabilidade de mais de 7200 produtos em DMSO.

O dimetilsulfóxido (DMSO) devido às suas propriedades carreadoras, têm sido utilizado em formulação magistral na terapêutica dermatológica, contendo medicamentos antiinflamatórios não-esteroidais, drogas esteroidais, antifúngicas, antivirais e drogas anticancerígenas.

2 de março de 2018

Cetamina: uso off-label tópico


Uso off-label tópico: Cetamina (10 mL), Amitriptilina (1 g), Carbomelose (2 g), Glicerol (10 g), Água Purificada q.s.p...100 mL. Aquecer a água até 50º C. Pesar 1 g de amitriptilina e adicionar na água fervente sob agitação. Adicionar o glicerol e, lentamente, ir incorporando a carbomelose. Deixar a preparação sob agitação até a formação de um gel. Uma vez formado o gel e na tempetratura ambiente, adicionar os 10 mL de cetamina sob agitação. Estabilidade de 60 dias em temperatura ambiente e protegido da luz.(19)

Uso off-label tópico: Clonidina (0,2 g), Gabapentina (6 g), Cetamina (10 g), Lidocaína (2 g), Propilenoglicol (10 g), Lecitina-Palmitato de Isopropila (22 g), Gel de Poloxamer 407 a 20% q.s.p...100 g. Em um recipiente adequado, misturar os quatro pós e adicionar o propilenoglicol até formar uma pasta. Adicionar a lecitina e misturar bem. Adicionar o gel de poloxamer e completar até o volume desejado.(19)

Uso off-label tópico: Capsaícina (0,075 g), Cetamina (2 g), Cetoprofeno (10 g), Propilenoglicol (10 g), Lecitina-Palmitato de Isopropila (22 g), Gel de Pluronic F-127 - 30% q.s.p...100 g. Em um recipiente adequado, misturar os três pós e adicionar o propilenoglicol para formar uma pasta.. Adicionar a lecitina e misturar bem. Adicionar o gel de poloxamer e completar até o volume desejado.(19)

Uso off-label tópico: Cetamina (4,6 g), Cetoprofeno (10 g), Ciclobenzaprina (0,5 g), Propilenoglicol (10 mL), Lecitina-Palmitato de Isopropila (22 mL), Gel de Pluronic F-127 - 20% q.s.p...100 g. Em um recipiente adequado, misturar os três pós e adicionar o propilenoglicol para formar uma pasta.. Adicionar a lecitina e misturar bem. Adicionar o gel de poloxamer e completar até o volume desejado.(19)

Uso off-label tópico: Capsaicina (50 mg), Cetamina (2 g), Etanol 95% (5 mL), Lecitina + Palmitato de Isopropila (22 mL), Pluronic 20% Gel q.s.p...100 mL. Em um recipiente adequado, misturar os pós e adicionar o etanol para formar uma pasta.Adicionar a lecitina e misturar bem. Adicionar o gel de poloxamer e completar até o volume desejado. Estabilidade de 90 dias sob refrigeração.(19)

Uso off-label tópico: Amitriptilina (2 g), Baclofeno (5 g), Cetamina (5 g), Cetoprofeno (10 g), Álcool 95% (4 mL), Etoxidiglicol (10 mL), Lecitina + Palmitato de Isopropila (22 mL), Gel Pluronic F-127 - 30% q.s.p…100 mL. Em recipiente adequado, dissolver a amitriptilina no etanol. Misturar o baclofeno, cetamina e cetoprofeno em etoxidiglicol. Adicionar a amitriptilina dissolvida no álcool. Incorporar a solução de lecitina e adicionar o gel de poloxamer. Estabilidade de 30 dias em temperatura ambiente.(19)


Referências bibliográficas:
1.Watson DG, Lin M, Morton A, Cable CG, McArthur DA. Compatibility and Stability of Dexamethasone Sodium Phosphate and Ketamine Hydrochloride Subcutaneous Infusions in Polypropylene Syringes. J Pain Symptom Manage. 2005;30(1):80-86.
2.Lee DKT, Wang D, Harsono R, Wong C. Compatibility of Fentanyl Citrate, Ketamine Hydrochloride, and Droperidol in 0,9% Sodium Chloride Injection Stored in Polyvinyl Chloride Bags. Am J Health-Syst Pharm. 2005; 62: 1190-2.
3.Ambados F, Brealey J. Compatibility of Ketamine Hydrochloride and Fentanyl Citrate in Polypropylene  Syringes. Am J Health-Syst Pharm. 2004;61:1438-1439.
4.Roy JJ, Hildgen P. Stability of Morphine-Ketamine Mixtures in 0,9% Sodium Chloride Injection Packaged in  Syringes, Plastic Bags and MEDICATION CASSETE Reservoir. IJPC 2000; 4(3):225-228.
5.Donnelly RF, Willman E, Andolfatto G. Stability of ketamine-propofol mixtures for procedural sedation and analgesia in the emergency dapartment. Can J Hosp Pharm. 2008;61(6):426-430.
6.Beranger C, Remerand F, Pourrat X, Viaud M, Plichon P, Grassin J, Bourgoin H. Étude de stabilité de la kétamine en analgésie post-operatoire en chirurgie orthopédique. Poster in: SNPHPU Congrès 2009. Paris. France.
7.Ketamin. Micromedex® solutions. Disponível em: http://www.periodicos.capes.gov.br. Acesso em 16 de dezembro de 2016.
8.Ketamin. Disponível em: http://www.stabilis.org. Acesso em 06 de fevereiro de 2017.
9.Phelps SJ, Hagemann TM, Lee KR, Thompson AJ. Pediatric Injectable Drugs (The Teddy Bear Book), Tenth ed. ASHP Publications. Washington. DC. 2013.
10.Cetamina. Disponível em: http://www.einstein.br. Acesso em 16 de junho de 2017.
11.Cardiff and Vale University Health Board. Procedure for managing an extravasation. Disponível em: http://www.cardiffandvaleuhb.wales.nhs.uk. Acesso em 20 de fevereiro de 2017.
12.Lake C; Beecroft CL. Extravasation injuries and accidental intra-arterial injection. Continuing Education in Anaesthesia, Critical Care & Pain Volume 10 Number 4 2010.
13.Extravasation non-cytostatique.Pharmacie des HUG. Disponível em:  http://pharmacie.hug-ge.ch. Acesso em 22 de fevereiro de 2017.
14.Ketamin®. Informativo do produto. Cristália. 2013.
15.UCL Hospital injectable medicines administration guide. Pharmacy Department. University College London Hospitals, 3rd ed. Wiley-Blackwell. London. 2010.
16.Ketamine. Disponível em: http://www.pdr.net. Acesso em 28 de setembro de 2017.
17.Taketomo CK, Hodding JH, Kraus DM. Pediatric Dosage Handbook, 23rd Ed. Lexi-Comp. Ohio: 2016.
18.Anderson C, MacKay M. Stability of Fentanyl Citrate, Hydromorphone Hydrochloride, Ketamine Hydrochloride, Midazolam, Morphine Sulfate, and Pentobarbital Sodium in Polypropylene Syringes. Pharmacy 2015(3):379-385.
19.Souza GB. Formulário farmacêutico magistral, 2ª ed. São Paulo. SP: Editora Medfarma. 2017.

28 de fevereiro de 2018

A INFLUÊNCIA DOS EFEITOS ADVERSOS DOS MEDICAMENTOS OPIÓIDES NA REALIMENTAÇÃO DE PACIENTES PÓS-CIRÚRGICOS

Rachel Nunes Ornellas, Adelmo Henrique Daumas Gabriel, Márcia de Souza Antunes, Luiz Stanislau Nunes Chini, Gilberto Barcelos Souza, Luiz Filgueira de Melo Neto
Hospital Universitário Antônio Pedro.
Universidade Federal Fluminense. Niterói. RJ.


Introdução: O projeto Acerto aponta os benefícios da Terapia Nutricional Precoce (NEP) na diminuição de complicações pós-operatórias. Entretanto, o atraso na realimentação por via oral ou enteral ainda é uma realidade em muitas cirurgias e está condicionada à resolução do íleo pós-operatório, evento que pode se prolongar devido à diversos fatores, entre eles o uso de medicamentos opióides. Alguns autores acreditam em uma relação diretamente proporcional entre a dose do opióide administrada e o tempo de permanência do íleo adinâmico.  Objetivo: Analisar os efeitos adversos gastrintestinais provocados pelo uso de analgésicos opióides, que estejam relacionados com possíveis atrasos na realimentação do paciente no pós-operatório. Material e Método: Trata-se de um estudo descritivo, observacional e prospectivo (Projeto CAAE nº 65893617.3.0000.5243), utilizando um formulário elaborado exclusivamente para a coleta de dados e informações nos prontuários de pacientes que foram submetidos a procedimentos cirúrgicos, de abril a junho de 2017. Resultados: Foram observadas 17 cirurgias, todas envolvendo o trato gastrintestinal. Os dados foram: 94% dos pacientes apresentaram algum tipo de efeito adverso relacionado ao uso de opióides; 80% apresentaram constipação; 41% com náuseas/vômitos; 18% com íleo adinâmico. Todas as reações estavam relacionadas ao uso de opióides no peri e pós-operatório, onde os mais utilizados foram Fentanila, Morfina e Tramadol. Conclusão: A analgesia pós-operatória normalmente é realizada através da administração de opióides na nossa instituição. Todavia, apesar do potente efeito analgésico desses medicamentos, o uso deve ser realizado de forma racional, devendo ser evitado sempre que possível, pois os efeitos indesejáveis desses fármacos impedem a realimentação precoce do paciente, aumentado o tempo de recuperação pós-cirúrgica.

Palavras-chave: analgésicos opióides; efeitos adversos; disfunção gastrintestinal; atraso na realimentação.

Referências:
AGUILAR-NASCIMENTO, J.E. Acerto: acelerando a recuperação total pós-operatória. Rio de Janeiro: Rúbio, 2016, 3 ed.
SCHISTER, T. G. e MONTIE, J. E. Postoperative ileus after abdominal surgery. Urology, Michigan, 59(4): 465-471. Apr. 2002.
HOLTE, K. KEHLET, H. Postoperative ileus: a preventable event. Britsh, Journal of Surgery. Guildford:2000, v. 87, n.11, p.1480-1493.



XXII Congresso Brasileiro de Nutrição Parenteral e Enteral (BRASPEN/SBNPE) - de 22 a 25 de Outubro de 2017 – Salvador – BA - Brasil.

26 de dezembro de 2017

Efficacy and safety of topical sevoflurane in the treatment of chronic skin ulcers

Purpose Results of efficacy and safety assessments of topical sevoflurane use in patients with long-term treatment-refractory vascular ulcers are reported.
Methods Patients were randomly assigned to receive sevoflurane instillations (1 mL per cm2 of ulcer area 1–4 times daily) plus standard wound care (ulcer cleaning, debridement, and dressing changes) or standard care only. Topical sevoflurane was initiated during hospitalization, with self- or nurse-administered instillations continued after discharge. Study participants were evaluated at least once weekly for 1 month and then every 2 weeks for up to 90 days. The primary efficacy measures were debridement-related and overall pain (assessed using a 10-point visual analog scale), daily opioid use, and ulcer size; secondary measures were patient and clinician impressions of improvement and ulcer-related admissions during treatment. The primary safety endpoint was intolerable sevoflurane-related adverse effects.
Results Compared with the group receiving standard care alone (n = 5), the sevoflurane group (n = 10) had significant (p = 0.001) reductions in mean ± S.D. scores for debridement-related pain on day 1 of treatment and at subsequent time points; the sevoflurane group also had significant reductions in overall pain, daily opioid use, and ulcer size. Outcomes in terms of patient- and clinician-rated improvement and emergency admissions also favored the sevoflurane group. Mild localized reddening in the area surrounding ulcers occurred in 4 sevoflurane-treated patients.
Conclusion Direct application of sevoflurane onto vascular ulcers resulted in an intense and long-lasting analgesia and was associated with a progressive reduction of ulcer size.
F. Dámaso Fernández-GinésManuel Cortiñas-SáenzHéctor Mateo-Carrasco
Ana Navajas-Gómez de ArandaEstrella Navarro-MuñozRocío Rodríguez-Carmona
Carmen Fernández-SánchezFrancisco Sierra-García and José Antonio Morales-Molina

22 de novembro de 2017

Laca base para uñas


Laca base para uñas
Fórmula 1
Copolímero de acrilato (Eudragit RL 100)..................10 g
Água purificada.............................................................5 g
Álcool isopropilico csp...............................................100 g
rmula 2
Copolímero de acrilato (Eudragit RL 100)..................10 g
Álcool csp.................................................................100 g

Modus operandi: En recipiente adecuado pesar todos los componentes, tapar y agitar frecuentemente. El proceso de disolución es lento, puede tardar varias horas. Se puede acelerar el proceso calentando la solución a 40-45ºC, tratado de no superar esa temperatura. Asegurar la competa disolución.
Envasado: Colocar en envases con buen cierre.
Aseguramiento de calidad: Líquido incoloro con olor característico a isopropanolol. Formación de película: colocar unas gotas del producto sobre un vidrio plano y evaporar el líquido. Debe quedar una película uniforme, muy adherente y flexible si se despega.
Conservación: Almacenar a temperatura no superior a 40ºC. Reválida. 24 meses.
Observaciones: Se recomienda que todo el material usado se enjuague inmediatamente con alcohol, no usar agua ya que precipita el eudragit y se adhiere como un plástico de muy difícil remoción. Evitar derrames en roscas debido a que se sella las tapas cuando se evapora el solvente y se dificulta la apertura.
Bibliografía: 
Codex Farmacéutico Bonaerense 2ºEd 2017.
Disponível em: https://www.hagasesegunarte.com.ar/laca-base-unas/

20 de outubro de 2017

Padronização de etiquetas para a dispensação de medicamentos potencialmente perigosos com foco na segurança do paciente em um hospital universitário

Luiz Filgueira de Melo Neto1, Rachel Nunes Ornellas1, Amanda Castro Domingues da Silva2, Nayara Fernandes Paes1, Mauricio Lauro de Oliveira Júnior1, Luiz Stanislau Nunes Chini2, Bruna Figueiredo Martins2Gilberto Barcelos Souza1, Mariana Souza Rocha1 & Márcia de Souza Antunes1.

1Hospital Universitário Antônio Pedro, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; 2Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: farmacia@huap.uff.br

Introdução: Dentre as diversas estratégias para diminuir os erros de medicação no âmbito da Farmácia Hospitalar está o uso do sistema de distribuição de medicamentos em dose unitária, obtida através do processo do fracionamento de medicamentos. Neste contexto, uma das atribuições do Farmacêutico é aperfeiçoar o processo de unitarização de doses, de acordo com o Protocolo de Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos.

Objetivo: Garantir a Segurança do Paciente com a padronização das embalagens secundárias dos medicamentos potencialmente perigosos, visando a diminuição de erros no processo de unitarização do medicamento.

Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva, realizada no Serviço de Farmácia de um Hospital Universitário, onde foi observada a falta de informações importantes nas etiquetas de identificação dos medicamentos injetáveis potencialmente perigosos, utilizados na instituição.

Resultados: Em 100 % das informações nas etiquetas observadas, todas apresentaram falhas técnicas sobre o medicamento, tais como: estabilidade, diluentes, volume de diluição, concentração final, tempo de infusão e classificação do medicamento, segundo o seu potencial de dano tissular por extravasamento. Adicionalmente, constatou-se que os medicamentos com nomes semelhantes (Dopamina e Dobutamina, Epinefrina e Norepinefrina), não possuíam destaques na grafia (DOPAmina e DOBUtamina; NORepinefrina e EPInefrina), com a finalidade de evitar equívocos na dispensação desses medicamentos.

Conclusão: A tecnologia de informação tem a capacidade de diminuir os Erros de Medicação que podem ocorrer em qualquer etapa da cadeia de distribuição de medicamentos. Assim, de acordo com o Protocolo Nacional de Segurança do Paciente, é imprescindível que as etiquetas para dose unitária de medicamentos injetáveis potencialmente de alto risco apresentem as seguintes informações: nome do medicamento na denominação comum brasileira ou internacional, lote, data de validade após fracionamento, código de barras e matrix, nome do responsável pelo fracionamento do medicamento, parâmetros físico-químicos e classificação do medicamento de acordo com a toxicidade tissular (vesicante, irritante ou neutra).

Poster in: 9º Congresso Riopharma de Ciências Farmacêuticas. 21 a 22 de setembro de 2017. Rio de Janeiro. RJ. Brasil.

20 de setembro de 2017

Livro Manual de Farmácia Clínica e Cuidado ao Paciente

  • Editora: Atheneu
  • Páginas: 312
  • Autor: Débora C.M.F. de Carvalho; Livia M.G. Barbosa;
  • Edição: 1
  • Acabamento: Brochura
  • Ano da publicação: 2017
  • Idioma: Português
  • Série/Coleção:
  • Assunto: Farmácia & Farmacologia
  • Formato: 28,0 x 21,0 x 2,0 cm